Morro de São Paulo - um olhar no paraíso


Não costumo fazer resenhas de viagens aqui no Blog, mas em minha última viagem à Salvador (BA) resolvi conhecer Morro de São Paulo, já que vários amigos e parentes haviam dito que valeria muito passar alguns dias por lá, então...

Morro de São Paulo situa-se na Ilha de Tinharé, município de Cairu, estado da Bahia, região conhecida como Costa do Dendê, e possui suas raízes históricas no Brasil Colônia. Atualmente suas praias são frequentadas por turistas de todo o Brasil e de outros países, os quais são Primeira, Segunda, Terceira, Quarta, Quinta (ou do Encanto), Gamboa, do Pontal e Garapuá.
(fonte: Wikipédia https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Morro_de_São_Paulo)

Uma vez estando em Salvador, você possui algumas opções para ir até Morro de São Paulo, porém optamos ir de barco (catamarã). Seguimos a seguinte orientação encontrada no site www.morrodesaopaulo.com.br:

COMO CHEGAR DE BARCO
• Do Terminal Marítimo Fica em frente ao Mercado Modelo em Salvador e
diariamente saem Catamarã e Lanchas que fazem o trajeto Salvador/ Morro de São Paulo.
• O tempo de duração de todos os trajetos (marítimo e terrestre), podem sofrer variações de acordo com clima, ventos ou outros fatores.
• É aconselhável calcular a duração dos trajetos com uma folga de pelo menos 30 minutos para mais . Para informações e reservas de passagens consulte as agências locais.
• Os horários dos barcos/lanchas/catamarã podem sofrer alterações.
Para informações e reservas de passagens consulte as agências locais.
• A travessia pode ser substituída pelo Traslado Alternativo (semi-terreste) caso o tempo não permita.

Assim fizemos!

Dois dias antes fomos ao terminal para nós informarmos sobre horários e valores.

Nossa surpresa foi o valor de cada translado (ida e volta) - R$ 96,00 (por pessoa). Ou seja paga-se R$ 192,00 para ir e voltar de Morro de São Paulo para Salvador. Achamos um tanto caro, mas as alternativas existentes não tinham um custo x benefício melhor.

Chegamos ao terminal marítimo 40 minutos antes para evitarmos surpresas de trânsito (já que estávamos indo do bairro da Pituba para o Comércio numa 2a feira).



O terminal possui uma parede enorme com azulejos portugueses que é muito lindo, mas o pessoal de atendimento é um tanto despreparado para fornecer informações ao turista. Se não tomamos cuidado, iríamos perder o embarque pois os avisos não são claros.

Nossa segunda surpresa foi a troca da embarcação sem qualquer justificativa, de um catamarã para uma lancha. Sendo a travessia realizada em mar aberto, não preciso nem falar que não foi nada agradável o nosso deslocamento.



Quando atracamos em Morro, ao olharmos para o pier, vimos algo inusitado. Vários carrinhos de mão em sua lateral escrito "taxi".



Ao passarmos pelo pier em direção a entrada da cidade, entendemos o motivo de tantas ofertas de "taxi".



Para acessar a cidade você precisará subir uma grande ladeira, que pode ser através da escadaria lateral da mesma, mas se estiver com muita bagagem, use o "taxi" local (e não adianta chamar um UBER... rsrsrsrs).



Fizemos a nossa reserva antecipada da pousada e isso nos garantiu uma diária muito barata - R$ 105,00, com direito à café da manhã, Wi-Fi grátis e um quarto sem grande conforto, mas tinha uma boa cama e ar condicionado.



Em frente à nossa pousada tinha um pequeno deck com um mirante para o pier do atracadouro, que garantiu uma bela foto, mesmo com o celular.



Ao lado da pousada que ficamos hospedados, encontra-se a Igreja Nossa Senhora da Luz.





No primeiro dia, logo que chegamos, resolvemos dar uma volta pela cidade e agendarmos o passeio que rodeia todo arquipélago, já que ficaríamos somente três dias.











A localização da nossa pousada era proximo à Primeira Praia. Em nossa caminhada fomos até à Segunda Praia pra curtirmos um pouco da tarde.





Em vários sites e blogs de viagem, descobrimos que na Primeira Praia tem uma estrutura de lounge onde poderíamos ver um lindo por do sol, chamado Toca do Morcego.

Para nossa surpresa, o local não abre às 2a feiras, não tendo qualquer informação em lugar algum sobre isso.



Resolvemos então tomar um café com bolo no Hotel Casa Branca, que fica na praça central. O local é muito charmoso (para quem quiser se hospedar lá, prepare-se para diárias de R$ 400,00). Mesmo com diárias caras, o local oferece esse combinado por somente R$ 9,00.





À noite resolvemos ir até um Budah Bar localizado na Segunda Praia. Tudo muito bonito e com artistas locais cantando MPB em violão e voz.




No dia seguinte, acordamos cedo para irmos para um passeio pelo arquipélago de Morro de São Paulo. Esse passeio é chamado de "Passeio ao redor da ilha - Boipeba".

Normalmente a saída desse passeio é realizada na Terceira Praia, mas com a agência em que agendamos o passeio, fizemos a saída pelo cais mesmo, o que nos facilitou muito, mas tivemos de chegar mais cedo - 9hs.



Esse passeio tem duração de oito horas aproximadamente, e é composto de cinco ou quatro paradas, o que vai depender do grupo em querer parar ou aproveitar maior tempo nos outros lugares. O passeio todo é realizado com uma lancha tipo flex boat.






A nossa primeira parada foi em Garapuá, onde foi possível aproveitar as piscinas naturais ali formadas por bancos de coral. A visibilidade para o mergulho estava um pouco prejudicada por causa do número de pessoas no local, o que acaba revirando um pouco o fundo. Mas o local é super interessante pois tem até bar para quem quiser curitr uma cerveja gelada e alguns petiscos.



A segunda parada foi direto para Cueira, em Boipeba. Nessa praia, tivemos a opção de realizar uma caminhada ecológica por Tassimirim até a próxima parada em Boca da Barra. Como não tínhamos nos preparado para uma caminhada (levando tênis), preferimos não fazer esse percurso à pé. Essa praia possui um quiosque de um pescador local que segundo os guias, prepara a melhor lagosta da região. Mas achamos o tempo muito curto para ficar na praia. Somente 20 minutos.



Nossa terceira parada foi na Boca da Barra. Essa praia possui uma estrutura de quiosques muito legal, onde geralmente os turistas param para o almoço - e foi exatamente isso que fizemos. Além da cerveja super gelada, pedimos um combinado de frutos do mar que serviu muito bem três pessoas. O custo total do almoço com 4 cervejas e almoço foi de R$ 165,00.

Após o almoço é possível curtir um pouco da praia, onde vemos o encontro das águas do Rio do Inferno (nome estranho... rsrsrs) com o mar. Mas o bom mesmo é ficar nas redes dos quiosques fazendo a digestão, até que o guia chame novamente, isso por volta das 14:30hs.



A quarta parada é na sede administrativa de Cairu é feita uma visita ao convento de Santo Antônio um rico patrimônio histórico do tempo da colonização do país.













Na igreja do convento, é dito que se você quer casar-se, deve entrar com o pé direito e sair com o esquerdo para que Santo Antônio lhe conceda a benção.









A igreja é repleta de obras sacras, mas infelizmente os políticos por trás das obras gastaram o dinheiro com eles mesmos, deixando o local em péssimas condições.





Por último (quinta parada), a lancha segue pelo Rio do Inferno até um criadouro de ostras onde você poderá degustá-las sob a estrutura do próprio criadouro.




Ás 17hs estávamos todos de volta ao hotel, só para deixa algumas coisas e corrermos para o pôr do sol na Toca do Morcego (agora estava aberta). Ficamos por lá degustando um cerveja, caipirinha e petiscos até o final do pôr do sol.

À noite fomos curtir uma pizza no forno à lenha na cidade para fazermos compras nas lojas locais (como todo bom turista... rsrsrs).

No dia seguinte regressamos para Salvador, mas como o mar não estava com boas condições, fizemos o trajeto semi-terrestre, o que nos deixou bem cansados, pois você começa em uma lancha, depois é em uma van e por último em uma embarcação grande para Salvador.



Como esse tipo de coisa pode acontecer, sugerimos que suas malas e mochilas estejam bem fechadas para não molhar suas roupas e pertences por dentro.

Concluindo, não tivemos vontade de voltar para Salvador (rsrsrs)! O lugar é lindo, as pessoas muito educadas, e os preços são justos. Recomendamos muito mesmo ir conhecer Morro de São Paulo. Pretendemos retornar, mas queremos ficar por lá cinco dias para aproveitar mais a cidade. Uma coisa é certa: tem festa todos os dias na cidade e nos bares... não tem como ficar entediado lá!

Espero que tenham curtido as fotos e as dicas! Até a próxima!